Crítica de Perfumes (Introdução).

 

Até ao final do século XIX e inicio do século XX o perfume era entendido meramente como a fragrância e, algures com o advento da Arte Moderna, em particular com os avanços da Art Nouveau, depara-se com a exigência de dotar o seu invólucro, o frasco, com um certo requinte e virtuosismo, surgindo mestres vidreiros com obra no domínio de frascos de perfume, como é o exemplo de René Lalique.

O fenómeno do consumismo e da concorrência trouxa a necessidade das grandes marcas de perfumes de apostar na inovação e, sobretudo, na diferenciação. O sucesso de vendas de um perfume não passa somente pela “qualidade” do le jus ou pelo frasco mas também pelo marketing das embalagens e pelo branding (este último que se tem desenvolvido bastante nos anos 90 e a partir de 2000). O esforço criativo associado ao lançamento de um novo perfume atravessa o campo bioquímico do equilíbrio e harmonia de óleos essenciais, o virtuosismo dos frascos, a imagem das embalagens e a projecção do branding.

No século XXI surge a preocupação em perceber a História do Perfume, associada ao fenómeno emergente do coleccionismo e, sobretudo, ao advento da Crítica de Perfumes. Hoje, sem dúvida, podemos falar numa arte de criar perfumes, uma expressão que vai para além do desenho de fragrâncias que caracterizou o início do século XX.

A crítica de perfumes surge como resposta aos públicos de perfumes que se caracterizam por necessidades, motivações e expectativas muito distintas no momento de consumo de um determinado perfume.

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