“Good Girl”. Carolina Herrera, 2016

Classificação: 20 valores (em 20).

Família Olfactiva: Floral Oriental.

UAU!

Esta foi a minha primeira impressão ao sentir o Good Girl, o novo perfume da Carolina Herrera. Um perfume que ficará na minha memória como um momento marcante de pura fruição estética!

O conceito do Good Girl é, na verdade, irónico dado que todo o perfume é construído em redor da imagem da Bad Girl que tal como, mais uma vez citando o filme do Cisne Negro, se percebe na personagem da Mila Kunis. Trata-se de um conceito tão querido ao mundo da perfumaria contemporânea ao ponto de, só nestes últimos meses, terem aparecido o Luna da Nina Ricci e o Bad  da Diesel.

Será um conceito forte, apelativo, actual? Tenho a certeza que sim. Penso que as mulheres, hoje em dia, e principalmente as mais jovens, têm menos “embaraço” em demonstrar o seu dark side que, muitas vezes, corresponde a um poder de sedução. Meninas, façam o enorme favor de me corrigir se eu estiver enganado!

A fragrância do Good Girl é um típico Floral Oriental, tal como já se viu no The One da Dolce & Gabbana ou o Dahlia Divin da Givenchy, entre muitos outros grandes sucessos mas, ao contrário de muitos outros, o Good Girl é um claro exemplo de como se pode “ironizar” até mesmo nos ingredientes pois a sua pirâmide olfactiva cruza elementos robustos e amargos como a Tuberosa, desde logo, a Fava Tonka, o Cacau e o Café com acordes mais doces como o Jasmim e a Amêndoa. O resultado? It is so good to be bad!

Muitos dos nossos fãs viram este perfume através de imagens e impressionaram-se bastante pelo frasco, devo confessar. Não me espantou nem me surpreendeu. Estamos perante um revivalismo claro do mais puro Art Nouveau transposto para a arte dos frascos de perfume. O formato, em sapato de salto alto, suscita a dicotomia entre a elegância e inocência das suas curvas delineadoras com a força, imponência, assertividade e determinação do salto alto.

Um dos aspectos que mais se tem visto mudar no que diz respeito ao perfume são os anúncios publicitários: desde o início do século têm vindo a melhorar incrivelmente; na minha opinião isso deve-se a dois importantes factores: a melhoria das técnicas e a importância de um bom storytelling. No caso do Good Girl pode-se dizer que o storytelling é fantástico (não posso falar muito das questões técnicas dado que sou um vergonhoso leigo nessa matéria…) e consegue, magistralmente, captar e envolver o espectador no conceito do Good/Bad Girl; uma jovem lindíssima (chama-se Karlie Kloss), vestida de preto, consegue atrair todos os homens com quem se cruza e, ao mesmo tempo, todo o tipo de desastres (até rodoviários!) acontecem, magnetizados por este poder Good/Bad.

O meu veredicto acerca do Good Girl? Comprem antes que se esgote!

Notas de Topo: Amêndoa e Café.

Notas de Fundo: Jasmim Sambac e Tuberosa.

Notas de Coração: Fava Tonka e Cacau.

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