“A*Men”. Thierry Mugler, 1996.

Classificação: 16 valores (em 20)

Família Olfactiva: Madeira Oriental.

Le Nez: Jacques Huclier.

Decorrem cerca de 20 anos desde o lançamento internacional do A*Men, um dos perfumes masculinos mais conhecidos do Mundo e, seguramente, o mais bem sucedido da casa Thierry Mugler. É o primeiro perfume masculino desta marca e, como tal, o conceito gerador deste perfume é, precisamente, a evocação da masculinidade; o nome deriva de dois componentes muito importantes do género masculino: a natureza (daí “Men”) e o sobrenatural (lê-se “Amen”).

Fragrâncias orientais emadeiradas eram, na década de 90, uma raridade; a primeira combinação entre dois aromas muito distintos, elementos orientais e madeiras, resultou no 1853 Lady da Acqua di Génova, na segunda metade do século XIX, e os únicos sucessos desta família olfactiva tinham sido o Obsession para homem da Calvin Klein, o Santos da Cartier e o Dune e Dolce Vita da Dior sendo que desde, sensivelmente, a partir de 2010 se tornou uma família muito popular, principalmente em fragrâncias masculinas.

A*Men é um Madeira Oriental com um acorde revolucionário, na altura, que foi o “Café Absoluto” que lhe confere um carácter bastante viril e masculino, contrariando a suavidade e delicadeza da Baunilha.

O frasco, desenhado pelo próprio Thierry Mugler, é um curioso objecto de feições ríspidas e rectas, típicas da masculinidade, com o equilíbrio entre dois materiais: a borracha e o metal. A forma do frasco é uma alusão ás patacas de álcool, um objecto que os soldados utilizavam para transportar a sua bebida (consta que vem desde os tempos do Napoleão Bonaparte…) e daí a sua forma côncava. Excelente ideia!

Os anúncios publicitários deste perfume são, pelo menos, dois (aqueles que encontrei no Youtube) sendo que o mais antigo remonta a 2010 e o outro a 2011; sobre ambos tenho a dizer que achei fantástico a exaltação do carácter místico do primeiro e o lado muito humano do segundo (onde o atleta Oscar Pistorius, sim o mesmo que está a ser julgado pelo suposto homicídio da namorada…). Parece-me, polémicas aparte, muito interessante tanto um como o outro e a junção de ambos permite-nos ter uma ideia muito clara sobre este perfume. Parabéns, Thierry Mugler!

Ao terminar quero deixar um especial agradecimento ao Fernando Borges pela sua ajuda no material necessário para escrever esta crítica. Obrigado Fernando!

Notas de Topo: Bergamota, Menta, Acordes Frutados, Coentro e Lavanda.

Notas de Fundo: Cedro, Lírio do Vale, Caramelo, Leite, Jasmim, Patchoulli e Mel.

Notas de Coração: Café, Baunilha, Benzoína, Âmbar, Fava Tonka e Sândalo.

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