Apresentando a “Factory” de Jean-Paul Gaultier.

Um perfume de sucesso é, naturalmente, o objectivo de todas as marcas quando desenvolvem uma nova fragrância; no entanto, após anos de sucesso, o perfume introduz-se numa nova fase do seu ciclo de vida: o decaimento. Apesar de nenhum de nem o Classique ou o Le Male ainda terem chegado a essa fase – ambos registam números de vendas muito interessantes – o seu futuro, tal como a todos acontece a todos os perfumes, pode vir a ter uma perspectiva de vendas menos animadora. Isto acontece por variadas razões que, por enquanto, não vou explicar (fica para um próximo artigo, prometo!) e a marca é “obrigada” a reinventá-lo ou, numa estratégia mais aprofundada, reinventar o seu conceito; é o caso da “Factory” da Jean Paul Gaultier.

A marca Jean Paul Gaultier nasceu em 1976 e o nome vem do seu criador. Tal como inúmeras marcas de moda, a Jean Paul Gaultier optou por criar a sua própria linha de perfumaria e lança, em 1993, aquele que viria a ser o Classique, para senhora, e, em 1995, o Le Male para homem, duas fragrâncias com acordes orientais sendo o de senhora um Floral Oriental (desenhada por Jacques Cavallier) e o de homem um Oriental Fougère (desenhado por Francis Kurkdjian). Os dois perfumes são um sucesso quase instantâneo, dada a sua composição muito fresca e floral – sim o Le Male deve ser o perfume masculino mais floral de sempre – e pelo branding da Jean Paul Gaultier que procurou incorporar a imagem do marinheiro masculino e do vestido feminino.

Em 2016 a Jean Paul Gaultier decidiu “abanar” um pouco estes dois perfumes. Para o fazer foi buscar uma imagem muito interessante: os segredos da sua produção. Nunca, segundo creio, nenhuma marca se esforçou por desvendar o lado mais “técnico” da produção de perfumes e a Jean Paul Gaultier, aproveitando essa lacuna, quis também dar-lhe um elemento esteticamente mais apelativo. Vejam o vídeo na hiperligação abaixo:

Welcome to the Factory

A imagem do marinheiro, da Amazona com o seu corpete, as flores e os barcos, entre outros. Todos os ícones da Jean Paul Gaultier aparecem neste filme que nos apresenta o lado mais técnico e fabril da produção de dois perfumes muito distintos mas que se cruzam e combinam na perfeição. O diálogo entre o masculino e o feminino, entre o Le Male e o Classique está tão enraizado neste filme (e na política da marca, calculo) que nem damos conta disso. É um momento de pura magia!

Como disse no início, a estratégia da Jean Paul Gaultier não foi só a de criar um conceito novo para dois perfumes de sucesso e referência; foi também recriá-los. O Classique Essence de Parfum e o Le Male Essence de Parfum merecem, cada um, uma crítica mais detalhada na Perfume Lovers Portugal.

Obrigado Jean Paul Gaultier!

On ferme.

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