Hugo Boss. Entre uma pesada história e um futuro brilhante!

Em 1931 o clima político, económico e social na Alemanha era muito diferente dos nossos dias; viviam-se tempos muito difíceis que afectavam profundamente a vida de muitas pessoas, quase todas as pessoas que viviam numa Alemanha devastada pelas sanções e compromissos que haviam selado o Armistício de 1918 que colocara a nação alemã, derrotada na Primeira Grande Guerra, numa situação de emergência social. A Alemanha dos anos 30 do século passado é, em grande parte, a Alemanha da ascensão do partido nazi e, em particular, do seu líder: Adolf Hitler.

Os tempos muito conturbados que se viviam na altura eram compassados por momentos de verdadeiro crescimento económico e o nascimento de pequenos negócios que, com muita dificuldade, se conseguiam manter em funcionamento. Um desses negócios era o da alta-costura. Em 1924 um senhor chamado Hugo Boss lança uma marca de roupa com o seu nome mas, em pouco tempo, o seu negócio entra em colapso para somente em 1931 conseguir fazer um acordo com os seus credores e assim conseguir ter as portas da sua loja em Metzingen abertas. O seu principal cliente – pasme-se – seria o exército alemão para o qual a Hugo Boss faria os seus uniformes e, a partir daí, a marca tornou-se muito próxima do Nacional-Socialismo e nunca perdeu a sua fama como apoiante do Nazismo.

Os perfumes Hugo Boss surgiram somente em 1984. O seu mais notável sucesso, ainda hoje, é o Boss Bottled, ao qual já fizemos uma crítica (podes consultar através deste link) que veio a revolucionar o mundo da perfumaria masculina pela sua versatilidade como uma fragrância do dia-a-dia. No ano passado, porém, o The Scent esteve perto de “roubar” o top de vendas nacional ao Bottled e afigura-se como e segundo grande sucesso da marca e, novamente, é um perfume masculino. Os perfumes femininos da Hugo Boss podem representar números de vendas menores mas isso não é, na minha opinião, por não terem igual ou superior qualidade aos masculinos mas porque o seu público é muito mais heterogéneo e volátil; dentro dos perfumes femininos da Hugo Boss gostaria de destacar o Ma Vie, um extraordinário floral, muito simples e sofisticado, e o The Scent for Her, uma estreia deste ano à qual também já fizemos uma crítica (podes consultar através deste link).

 Hugo Boss é uma referência tanto no mundo da moda como em perfumaria contemporânea. Muitos parabéns, Herr Hugo!

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